quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Alpha Notícias: Brasil quer fábricas de autopeças premium



Apex-Brasil busca no Reino Unido empresas interessadas em ter produção no país

Texto: Assessoria de Imprensa

Representantes da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) desembarcam no Reino Unido em busca de empresas de alta tecnologia para fortalecer a cadeia de produção do segmento de veículos premium no Brasil. O objetivo é mostrar para os empresários que vale a pena abrir fábricas no Brasil, pois há potencial de crescimento no setor.

Enquanto o mercado de carros de passeio em geral amargou 0,8% em média por ano perdas entre 2010 e 2014, os veículos premium aumentaram as vendas em 17,5% no mesmo período. O segmento hoje é responsável por apenas 2% do total de vendas no Brasil, mas especialistas da Apex-Brasil afirmam que há possibilidade de aumentar esse percentual. 

O México, por exemplo, tem os veículos de luxo como responsáveis por 6% do mercado de carros de passeio. Além disso, em 11 anos, o número de pessoas das classes A e B no Brasil mais que dobrou, subindo de 13,3 milhões em 2003 para 27,1 milhões em 2014.

A missão prospectiva prevê também uma parada na Alemanha, entre os dias 19 e 23 de outubro. As empresas a serem visitadas foram mapeadas pela Apex-Brasil e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior em parceira com quatro grandes montadoras do segmento presentes no Brasil: Audi, BMW, Jaguar Land Rover e Mercedes-Benz. 

“Ao abordar essas empresas da cadeia de automotivo premium, queremos reduzir os custos da indústria brasileira e aumentar sua competitividade frente a outras no mundo que já se consolidaram como grandes exportadores neste segmento”, explica David Barioni Neto, presidente da Apex-Brasil.

Para detectar as possíveis empresas a se estabelecer ou expandir presença no país, a Agência entrou em contato com as montadoras de veículos premium para identificar os gaps na produção nacional e quais equipamentos, somados, poderiam ter demanda agregada suficiente que interessasse a indústrias a abrir uma fábrica no Brasil. Entre as partes identificadas estão pneus, baterias, sistemas de injeção e componentes de segurança veicular.

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