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segunda-feira, 20 de maio de 2019

Coluna "Mecânica Online": Os carros com menor depreciação do mercado




Tarcisio Dias* 

O sonho de ter um carro na garagem ainda fascina muitos brasileiros. Porém, comprar um carro é uma tarefa que exige pesquisa desde sua funcionalidade, desempenho até seu visual. Quando escolhido o modelo, o preço e o valor de mercado ainda são desafios. 

Para auxiliar o consumidor nesta jornada, a KBB Brasil reuniu os automóveis que custam até R$ 150 mil e levantou as versões que mais e menos depreciaram após o primeiro ano de uso. Vamos apresentar abaixo esse levantamento para você fazer valer seu suado dinheirinho na hora da compra do próximo modelo. 

Quando o assunto é preço de carros, há duas metodologias para calcular a perda de valor: desvalorização e depreciação. 

Desvalorização é a comparação do preço atual de um veículo 0 Km com os valores aplicados pelo mercado à mesma versão fabricada em anos anteriores. 

Depreciação usa o valor do veículo 0 Km em um período determinado em relação a seu atual valor residual, sempre considerando o mesmo ano/modelo e sem o mesmo rigor de sua definição contábil, que tem regras muito estritas. 

Neste levantamento, foi aplicado o conceito de depreciação. 

Na edição anterior da sua coluna Mecânica Online apresentamos os veículos mais depreciados. Agora é o momento dos modelos MENOS DEPRECIADOS. 

Levantamentos de depreciação de carros podem apresentar comportamentos fora do padrão, como índices valorizados, em que o preço de um usado hoje é mais alto que o mesmo veículo 0 Km há um ano atrás. 

Na análise de automóveis menos depreciados até R$ 50 mil, o Volkswagen Gol City 1.0 4 portas Flex ganha destaque pelo aumento de 1,5% de seu valor inicial ao longo do primeiro ano de uso. Uma forte alta do veículo, variação do câmbio - implicando diretamente em importados – e um bom posicionamento no mercado explicam essa ocorrência. 

Apresentando, de fato, a menor porcentagem de depreciação, o Chery QQ 1.0 12V Flex garante a segunda posição no ranking com uma redução de 2,67% em seu preço após um ano de uso. Em seguida, o Volkswagen Gol City 1.0 2 portas, com 3,62% em queda, possivelmente um reflexo do bom rendimento da versão quatro portas. Ainda abaixo de 4%, o Fiat Mobi Like 1.0 garante a quarta posição, com uma taxa de 3,84% no período analisado. 

Entre R$ 50 mil e R$ 70 mil os três primeiros colocados pertencem à montadora Volkswagen, são eles: Saveiro Cabine Dupla Trendline 1.6 manual, apresentando 5,51% de valorização após o primeiro ano de uso, seguido pela versão Highline 1.6 manual, que soma um saldo positivo de 1,78% no mesmo período. Na terceira posição, o High UP! 1.0 TSI mostra valorização de 1,16%. 

O carro mais vendido do mundo não apresentou resultado diferente do esperado, o Toyota Corolla GLI 1.8 CVT soma um valor positivo de 0,88%. Uma forte alta do veículo, variação do câmbio - implicando diretamente em importados – e um bom posicionamento no mercado explicam essas ocorrências. 

A alemã Volkswagen é destaque ainda na quinta, sexta e sétima posição de menores desvalorizações. O Polo Highline 200 TSI trouxe 1,49% em desvalorização após um ano de uso, seguida pela versão Comfortline 200 TSI, com queda de 2,14% de seu valor 0 Km. A presença da marca é encerrada com a versão de entrada do modelo 1.6 16V Flex, com redução de 3,10% em seu preço após o primeiro ano. 

Na faixa de R$ 70 mil a R$ 90 mil, dentre os modelos analisados, o Suzuki JIMNY 4Sport 1.3 16V apresenta o menor índice de depreciação, com uma queda de apena 3,07% de seu valor no primeiro ano de uso. Ele é seguido pelo Honda City LX 1.5 16V CVT, que deprecia 3,56% no mesmo período. 

A terceira posição - última que apresenta um índica abaixo de 5% - fica com a francesa Peugeot. O modelo 308 Griffe THP 1.6 16V Tiptronic contabiliza uma perda de 4,54%. 

A quarta posição vai para a versão topo de linha do Volkswagen Virtus, a Highline 200 TSI, que conta com uma depreciação de 5%. 

No mercado de automóveis que custam entre R$ 90 mil e R$ 150 mil, as versões que perderam menos valor após o primeiro ano de uso, ficou com a alemã Volkswagen, que trouxe uma curiosidade que a colocou no topo do pódio com a picape Amarok 2P CS S 2.0 TDI mecânica, com uma taxa de valorização de 1,74% na versão usada. Ou seja, há 12 meses, a versão podia ser encontrada por R$ 110.000 e, atualmente, o mesmo veículo 0 Km seria vendido por R$ 111.909. 

Esse comportamento fora do padrão, em que o preço de um carro usado hoje é maior que o de um 0 Km há um ano atrás, pode ocorrer por diversos fatores, como, por exemplo, o valor da versão 0 km de um determinado veículo ter sofrido forte alta, o que consequentemente é refletido no valor do veículo usado, deixando-o mais caro do que o 0 km vendido um ano antes. 

Por outro lado, falando de fato sobre depreciação, é possível notar neste levantamento que 90% dos modelos que menos depreciam são parte dos catálogos de marcas japonesas. A Mitsubishi aparece em segundo lugar no ranking, com a L200 Pickup 4P TRITON GL 4X4, com queda de 2,05% de seu valor original no período. Suzuki, Toyota, Honda também compõem o levantamento com os veículos que menos depreciam. 

Mecânica Online 

Recall 1 - Recurso essencial na indústria automotiva por corrigir defeitos de fábrica, o recall movimentou as montadoras e motoristas brasileiros no primeiro trimestre de 2019. Os três primeiros meses deste ano registraram 34 campanhas, afetando 13 montadoras e 66 modelos diferentes de veículos. 

Recall 2 - A montadora BMW é a líder de campanhas no trimestre, com oito recalls. A Toyota ocupa a segunda posição, com cinco chamamentos, seguida pela Mercedes-Benz com quatro. Além disso, praticamente um terço das fabricantes (32%) realizou alguma campanha de reparação nesse período. 

Recall 3 - O Audi A5 teve 12 recalls únicos nos três primeiros meses do ano, enquanto que o Audi A4 realizou dez – o Saveiro ficou na terceira posição com sete. No total, 8% dos modelos que circulam no Brasil foram afetados. 

Conectividade - 4ª edição do Frotas Conectadas acontece dias 21 e 22 de maio, no Parque Tecnológico da USP, apontando as oportunidades que a tecnologia já oferece aos negócios de logística e transporte. Além de trazer a cápsula protótipo do Hyperloop TT, que promete revolucionar o conceito de viagens. 

Escapamento - Localizado no sistema de escapamento do carro, o catalisador tem a função de converter até 98% dos gases poluentes, provenientes da combustão, como monóxido de carbono (CO), óxidos de nitrogênio (NOx) e hidrocarbonetos (HC) em substâncias inofensivas à saúde humana. 

Catalisador - Os principais sinais de mau funcionamento são o aumento de consumo, ruídos anormais e redução no desempenho do carro. Além disso, um problema no catalisador pode fazer acender a luz de alerta da injeção eletrônica no painel, que tem o formato de um pequeno motor. 

Coluna Mecânica Online® - Aborda aspectos de manutenção, tecnologias e inovações mecânicas nos transportes em geral. Menção honrosa na categoria internet do 7º Prêmio SAE Brasil de Jornalismo, promovido pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade. Distribuída gratuitamente todos os dias 10, 20 e 30 do mês. http://mecanicaonline.com.br/wordpress/category/colunistas/tarcisio_dias/.

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