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quarta-feira, 21 de abril de 2021

Alpha Notícias: Mercado de blindagem se prepara para demanda crescente do híbridos




Início do serviço exige a desenergização do veículo

De acordo com a ABVE - Associação Brasileira de Veículos Elétricos, de janeiro a outubro de 2020 foram emplacadas no Brasil 15.565 unidades eletrificadas, que são tanto os híbridos quanto os elétricos. Em 2019 foram 11.858 e em 2018, 3.970.


Com o desempenho positivo e a tendência de crescimento da venda de veículos eletrificados no país, o mercado brasileiro prepara-se para a aceleração na procura da blindagem de carros elétricos e híbridos. Com isso, consumidores já se questionam sobre o tema: há diferenças no serviço e no resultado final de blindagem de um carro eletrificado em relação ao tradicional?

A resposta é sim, segundo Marcelo Fonseca, líder de vendas do segmento de Defesa da DuPont para a América Latina. "A blindagem de veículos elétricos e híbridos exige maior atenção e especialização no quesito de segurança do serviço, uma vez que a carga elétrica das baterias é muita alta e pode gerar até risco de danos físicos aos operadores", afirma o executivo.

"O bom domínio da técnica evita incorrer também em danos materiais, pois descargas elétricas podem causar danos aos sistemas eletrônicos dos veículos durante a operação, o que requer técnica ainda mais apurada e mão de obra ainda mais capacitada", completa Fonseca.

Ele explica que a blindagem exige a desenergização do veículo, que chega à blindadora sobre patins, empurrado por operadores. Após o serviço, técnicos reenergizam o carro na própria concessionária, onde ele é testado. "Em relação ao tempo de serviço, haverá um aumento de aproximadamente um terço a metade do lead time regular", diz Fonseca.

Peso e desempenho

Como carros elétricos e híbridos são mais pesados do que os comuns (devido às baterias) e têm partes a serem blindadas com materiais diferentes (alumínio, fibra de carbono e fibra de vidro), todo o serviço exige tecnologia e cuidados diferenciados.

"A adoção de materiais mais leves no projeto é uma tendência para compensar aumento de peso proporcionado pelas baterias, portanto, a blindagem vai minimizar o uso do aço e usar materiais mais leves para maximizar a eficácia do transporte e não sobrecarregar sistemas de freios nem comprometer o prazer ao dirigir com eventuais sobrepesos", afirma o especialista.

Além disso, explica Fonseca, o aço pode contribuir com a corrosão galvânica - em contato com outros metais, como o alumínio, os painéis de aço podem corroer. "Fibras de aramida que já se destacam na blindagem comercial devem ganhar ainda mais ênfase em relação a carros eletrificados", explica o executivo.

E o preço? "Por exigir um conhecimento técnico inovador e diferenciado, mais pessoas trabalhando e mais tempo, o serviço de blindagem de veículos elétricos acaba tendo um custo maior para uma proteção balística tão segura quanto a de um veículo comum neste primeiro momento. Mas isso é também questão de escala: muitíssimo em breve elétricos e híbridos deixarão de ser nicho e o mercado diluirá isso", diz.

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