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segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Coluna "Mecânica Online": Tecnologia 5G vai fazer revolução na manufatura




Tarcisio Dias*

Não adianta ficar reclamando pela evolução tecnológica. Nós precisamos evoluir continuamente para acompanhar os avanços que chegam nos processos industriais. E a tecnologia 5G é a nova grande revolução que mudará de forma decisiva a manufatura industrial.


Considerada o pilar da Indústria 4.0, a tecnologia permitirá que as fábricas se tornem autônomas e que os sensores sejam os responsáveis por fazer análises de dados e, graças à inteligência artificial, as indústrias ainda poderão se ajustar de forma contínua para que a produção se mantenha sempre atualizada de acordo com a demanda de mercado.

Com latência próxima de zero – tempo de resposta após o envio de um comando, confiabilidade de 99,99% e alta taxa de transmissão, o 5G será essencial para um mundo onde a Internet das Coisas (IoT) será uma realidade em todos os segmentos da sociedade – pesquisas apontam que em 2025 haverá 70 bilhões de dispositivos conectados em todo o mundo.


A conexão desses dispositivos aliada à tecnologia 5G pode fazer com que a interação entre o mundo digital e o real se dê por meio de um fluxo contínuo e, muitas vezes, imperceptível, aliado a um alto nível de segurança e flexibilidade.

"Dentro das indústrias, essa tecnologia irá possibilitar um monitoramento 24 horas por dia, ininterruptamente, otimizando o desempenho e a segurança. Além disso, o 5G também irá permitir a realização de uma manutenção preventiva eficiente pois ele permite calcular a redução do tempo de inatividade dos equipamentos", explica Julio Monteiro, Diretor Industrial na Bosch.

Uma das empresas que se destaca no fornecimento de tecnologias baseadas em AIoT (junção da Inteligência Artificial com a Internet das Coisas), a Bosch, já conta com uma experiência sólida em 5G em diversas fábricas ao redor do mundo.

Isto porque a empresa acredita que a tecnologia será responsável por um ambiente industrial ainda mais conectado e ainda irá tornar possível que as empresas adequem o layout e a logística de suas produções de forma mais ágil, segura e com flexibilidade.

"O objetivo é desenvolver tecnologias para que nas fábricas do futuro apenas as paredes, pisos e tetos não possam ser reconfigurados em tempo real", ressalta Julio Monteiro.

Entre os diversos recursos já disponíveis, o fabricante possui a primeira plataforma de automação compatível com este novo padrão de transmissão, que tem como objetivo conectar uma ampla gama de dispositivos, garantindo, assim, uma conectividade consistente em toda a fábrica.

Outro exemplo de tecnologia inovadora da Bosch é um software inteligente que estabelece novos padrões de intralogística. A solução executa o transporte autônomo e suporta cargas de até 260 quilos, podendo ser carregada e descarregada de forma totalmente automática por meio de uma plataforma de elevação integrada.

Além dessas inovações, a empresa conta com duas unidades na Alemanha com "5G Private Campus Network", espaço de desenvolvimento e pesquisa da rede 5G em operação. A perspectiva é que, gradativamente, todas as plantas da Bosch tenham também suas redes privadas 5G de acordo com as necessidades e demandas locais.

No Brasil, várias soluções da Indústria 4.0 já são utilizadas nas cinco plantas industriais em operação, o que torna a interação entre dados e pessoas uma realidade.

"A utilização do 5G no Brasil é uma prioridade para otimizar o fluxo de tempo na manufatura e o envio de dados. As empresas que já se preparam para o uso da tecnologia logo poderão contar com uma rede mais estável, em que será possível conectar inúmeros equipamentos sem comprometer a eficiência dos processos", conclui Monteiro.

A Bosch iniciará projetos pilotos junto a potenciais parceiros com o intuito de estar devidamente preparada para a utilização do 5G no ambiente produtivo, com possibilidade de utilizar este novo padrão de transmissão em todos estes segmentos, em especial, na mineração, agricultura e mobilidade, assim que as regras de uso das redes privadas estejam definidas pela Anatel.

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