A tecnologia contra o cansaço dos condutores. Estamos no caminho de um cenário positivo, mas antes é preciso entender o tamanho do drama que ainda vivemos em nossas pistas. Na maioria dos casos o sono chega sorrateiro, tímido e disfarçado de sutileza. Rapidamente, começa a tomar conta da atenção de quem está ao volante. Movido pela pressa ou teimosia, o condutor tenta vencê-lo, minimizá-lo ou enganá-lo. Abre a janela, toma um gole d’água e aumenta o volume da música na tentativa de ignorá-lo. Tenta falar mais alto o espírito de invencível ou daquele que faz o leviano cálculo do ‘dá para aguentar até chegar’ ou ‘só falta mais um pouco’. O final de muitas dessas cotidianas e impiedosas batalhas é trágico. O irresponsável sempre é vencido.
Cenas como essa não encontram fronteiras, são globais. Mas o Brasil figura em um triste destaque no ranking mundial. As mortes causadas por cansaço por aqui contribuem para nos posicionar como o 5o país onde as pessoas mais morrem por acidentes no trânsito, atrás de Índia, China, EUA e Rússia, de acordo com levantamento da ONU, realizado no final de 2019, antes da pandemia. Segundo o Ministério da Saúde, no mesmo ano, o Brasil teve quase 32 mil vítimas fatais.