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sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Alpha Notícias: Doenças prostáticas podem afetar pets machos




Tutor também deve ficar atento com a própria saúde

Texto: Sérgio Dias
Foto: Pixabay

Há alguns anos a campanha Novembro Azul alerta sobre o diagnóstico precoce do câncer de próstata, o mais frequente entre os homens brasileiros depois do câncer de pele.

Mas você sabia que nos pets os problemas da próstata também podem aparecer? Mais: quase que a totalidade das doenças prostáticas poderiam ser evitadas se fosse feita a castração no primeiro ano de vida do pet?

Alertamos na coluna dessa semana sobre a importância da prevenção contra doenças da próstata como também da castração. Sabe-se que quanto mais avançada a idade, maiores as chances de desenvolver tal doença, podendo chegar até a 80% de chances em cães mais idosos.

Portanto os pets não castrados, principalmente aqueles que já avançaram na idade, também estão sujeitos a desenvolverem complicações com a próstata. Isso pode acarretar à formação de cistos, abscessos e até neoplasia, sendo mais frequente a HPB – Hiperplasia Prostática Benigna.

Mas, mesmo assim, a progressão da HPB pode causar muitos desconfortos ao macho, como dificuldade em urinar, sangue na urina, dor na hora de evacuar e desconforto na região pélvica, podendo ocasionar que o animal ande com a coluna curvada.

Porém, diferente dos humanos, a evolução para um tumor maligno é mais baixa. Mas como saber se meu animal pode ter desenvolvido problemas com a próstata? Se o animal não é castrado, é altamente recomendado que se observe seu comportamento.

Um dos procedimentos é fazer a palpação para verificar se a próstata está aumentada. Com isso, são realizados exames de ultrassom ou RX abdominal, além de exames de sangue, para verificar se há realmente observação de próstata alterada.

Tutor: você também precisa se cuidar

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registra uma média de 68 mil novos casos ao ano e cerca de 15 mil mortes em decorrência da doença.

O método mais comum de investigação para o câncer de próstata consiste na realização do exame de sangue, chamado PSA – Antígeno Prostático Específico, que é uma proteína produzida pela próstata.

Além disso, é realizada uma avaliação digital da próstata, conhecido como toque retal, com duração de poucos segundos e de extrema importância para o diagnóstico, visto que cerca de 15% destes cânceres não apresentam elevação da proteína e somente são descobertos dessa maneira.

De modo geral, o câncer de próstata tem um comportamento silencioso em seu estágio inicial, não causando sintomas aparentes. Já em seu estágio mais avançado o paciente pode observar sangramento na urina ou na ejaculação; dores ósseas no quadril, pernas braços ou costelas; além de alterações no padrão da urina, como dor ao urinar ou dificuldade de controlar a urina.

O câncer de próstata tem uma elevada taxa de cura quando diagnosticado nos estágios iniciais. A prevenção ainda é a melhor maneira de controlar a doença.

É importante salientar que, com o envelhecimento, muitos homens apresentam crescimento benigno da próstata HPB, causando um aumento da glândula prostática, o que pode provocar algumas dificuldades para urinar, como jato fraco, idas frequentes ao banheiro e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga.

Caso o tutor apresente estes sintomas, deve procurar um urologista para tratamento desta doença.

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